Se você cresceu nos anos 90, certamente se lembra do Baby Silva Sauro gritando "Não é a mamãe!" enquanto batia com uma frigideira na cabeça do Dino. Mas o que parecia apenas uma comédia infantil era, na verdade, uma das produções mais caras, tecnológicas e ácidas da história da televisão.
Uma Superprodução de Milhões
Produzir Família Dinossauro era um pesadelo financeiro e técnico.
Preço por Episódio: Cada capítulo custava cerca de 1 milhão a 1,5 milhão de dólares para ser feito.
Tecnologia de Ponta: Os personagens eram animatrônicos complexos. Enquanto um ator ficava dentro da fantasia, outros dois operadores controlavam as expressões faciais via rádio (o sistema Performance Control System da Jim Henson).
O Sucesso Global: Esse investimento se pagou com um sucesso estrondoso, tornando-se um dos pilares da programação da Globo no Brasil e da ABC nos Estados Unidos.
Verdades Incômodas e Crítica Social
Diferente de outros programas, a série usava os dinossauros para satirizar a sociedade humana. O programa falava abertamente sobre:
Consumismo desenfreado: A empresa "Pântano Global" representava a ganância corporativa.
Preconceito e Direitos: Episódios abordavam racismo, assédio no trabalho e até o uso de substâncias, tudo sob a máscara de uma "comédia de dinossauros".
Destruição do Meio Ambiente: Este era o tema central que guiava a série até o seu desfecho.
O Final Trágico: Um Alerta para a Humanidade
Muitas crianças ficaram chocadas com o último episódio, intitulado "Mudando a Natureza". No final, o progresso tecnológico e o desrespeito à ecologia causam uma era glacial.
A série termina com a família Silva Sauro reunida na sala, vendo a neve cair do lado de fora, esperando pelo inevitável fim da espécie.
Foi um dos finais mais corajosos e sombrios da TV, feito para alertar as novas gerações sobre o aquecimento global e a extinção.




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